segunda-feira, 4 de maio de 2009Y
O escuro predominava ao lado de fora da janela, algumas luzes piscavam, outras ficavam constantemente ligadas. A metrópole parecia inquieta e imensa. Palavras preenchiam o papel branco, com uma caligrafia torta e irregular. Uma melodia ressoava ao fundo: “watch me fly away, would you live your life, like a butterfly”, e a garota mexia os lábios, lentamente acompanhando a melodia, baixinho. Parou por um momento para olhar para a imensidão, e voltou-se ao papel. Suspirou.
Talvez tudo que eu saiba, seja formar das palavras, melodia. Não a que possa ser cantada, mas a que possa ser sentida. Talvez em outro dia, tentando achar o sentido da vida. Achei que o mundo se limitava a porta de minha casa, mas fui lá abrir a asa, meio que sem querer, meio que para me esconder.
ends at segunda-feira, maio 04, 2009