<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/434872844459124662?origin\x3dhttp://letra-ponto-letra.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=3054107564476057249&blogName=url.blogspot.com&publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&navbarType=BLACK&layoutType=CLASSIC&homepageUrl=http%3A%2F%2Furl.blogspot.com%2F&searchRoot=http%3A%2F%2Furl.blogspot.com%2Fsearch" height="30px" width="100%" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" id="navbar-iframe" frameborder="0"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>
Welcome to letra ponto letra
sábado, 17 de abril de 2010Y
Escrever

Um fragmento de pensamentos e sentimentos que muitas vezes me trouxeram de volta à felicidade. Não sei o que sou, nem para onde vou. Sei do que sou capaz e do que gosto de fazer. Por isso escrevo. Esqueço a dor e transformo em algo belo. Escrevo porque posso e porque tenho a graça de poder. Escrevo porque sinto, e se sinto, logo sou humana. Escrevo porque mãos manchadas de tinta, e páginas cheias, emanam uma beleza indescrítivel. Escrevo enquanto vejo o presente e aguardo o futuro, delineando traços de uma história em linhas retas e tortas. Uma história, a minha história. Escrevo, enfim, porque define quem sou, numa certa incerteza de quem quero ser.

ends at sábado, abril 17, 2010

sábado, 14 de novembro de 2009Y
Palavras

Uma seqüência cansativa. Letras sem um sentido aparente, sem uma verdade oculta. Apenas um borrão, apenas um vazio. Sempre vi as palavras querendo expressar tudo... Sem sucesso e sem chance. Parecia fácil.

Eu te amo explicaria aquelas batidas estranhas, aquele vazio no estômago, que insistia em continuar presente. Eu te amo explicaria aquilo que não era amizade, que não era fraternal, que não era ódio e nem sofrimento. Mas também tudo aquilo que o era. Eu te amo explicaria um sorriso e um abraço, um beijo e o infinito... Mas continua não explicando nada.

Oi seria o começo. Seria quando dois passassem a não depender só de si. Oi seria aquela ansiedade em não saber o que vai acontecer, na deliciosa mistura de saber que aconteceria. Oi seria uma chance, um momento, ou o que não importa. Oi seria o básico, o intenso, o eu e o você, naquele desperdício agradável de palavras que só o Oi sabe introduzir.

Lágrimas tentam narrar uma ação, um acontecimento, um momento. Lágrimas tentam narrar aquilo que não acontece com palavras, talvez eventualmente se borradas. Lágrimas tentam narrar a tristeza e a felicidade, o sofrimento e a dor. A incerteza e a solidão. O medo e o sonho. Lágrimas tentam narrar a emoção... Tolas Lágrimas em acreditar que são capazes.

Eu seria aquilo que sou, mas aquilo que é você, e que é também aquele que desconheço. Eu seria a primeira pessoa do singular, seria o egocentrismo, seria a auto-estima. Eu seria a baixa auto-estima. Eu seria o gostar, o desgostar, o confiar e o temer. Eu seria a individualidade, e a explicação de conhecer a si próprio como ninguém, sendo que o Eu é absurdamente pessoal.

Sim explicaria o possível, o impossível. A permissão e a certeza. A afirmação e a negação. Sim explicaria decisões, medos, temores. Sim explicaria o eu, o você. Sim explicaria aquilo que nunca vou ser, e o por quê. Sim seria a resposta, mas ela acaba nunca contendo apenas três letras.

Tempo é o constante, o inconstante. Ontem , hoje e amanhã numa linha reta psicodélica. É a chuva que cai na janela e a lágrima que folheia um diário. É aquilo que não volta mais, e que volta quando desejado. É aquilo que nos une e nos separa. São os traços do destino, e as linhas da vida que a velocidade das palavras nunca poderá acompanhar.

Fim seria um novo começo, o final, a agonia, a alegria, o dia, a noite, o tempo. Fim seria cada instante de cada mínima coisa que recomeça. Fim seria o recomeço. Fim seria a tragédia e o sonho. Fim seria o agora e o amanhã, mas o fim acaba sendo aquilo que nunca acaba. Sempre acaba.

Palavras ditas por palavras seriam aquelas que tentam ser Deus, explicar tudo e descrever aquilo que na realidade não são capazes. Palavras ditas por palavras, seriam aquelas que nunca são completas se solitárias, que nunca atingem a noite, o dia, o garoto, a garota, o beijo, o sexo, o tempo, o sim, o não, o eu, o você, as lágrimas, o amar, o odiar e o existir. O infinito. Palavras ditas por palavras são inúteis, mas nunca me canso delas.

ends at sábado, novembro 14, 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009Y

Então me conte aonde tudo isso vai dar. Mesmo que você não saiba a resposta, me diga que vai dar tudo certo. Eu sorria para que você também sorrisse. Mas quando não estava olhando, debulhava-me naquelas lágrimas que jurei nunca derramar. Mas, eu te amo.

Gostava de comprar brinquedos, aqueles cor-de-rosa que vinham em caixas grandes. Gostava de ouvir música naquele rádio que você me deu, e até hoje eu tenho. Gostava de pular com bichos de pelúcia pela casa, mesmo que você não estivesse lá. Gostava quando você estava.

Não gostava de não entender as coisas. Não gostava de ficar sozinha. Sua presença iluminava meu mundo, mesmo que você, sempre calado, só sorrisse por entre seus óculos de tartaruga. Não gostava de quando era contrariada, queria ter sempre razão, queria as coisas do meu jeito. Mas sabe, quando tive que seguir o seu, tudo me pareceu incrivelmente bom.

Gostava de dançar músicas que você colocava para tocar, gostava de acordar cedo todos os domingos para assistir a corrida de fórmula 1 na sua companhia. Gostava de dias de sol, quando saíamos para almoçar. Gostava de quando ia ao seu trabalho, e me tratavam bem por ser a filha do chefe.

Não gostava dos berros. Eles me davam medo, achava que o mundo estava para acabar. Não gostava das brigas, elas me remetiam ao fim de algo, e eu sempre tive muito medo do fim. Mas houve vários: o fim de semana acabado, o fim do ano, o fim do emprego, o fim do chocolate, o fim da canção, o fim do riso, o fim das lágrimas, o fim dos momentos que hoje daria tudo para que voltassem.

Gostava de não precisar voltar para a casa a pé, em parte porque odiava andar, em parte porque adorava sua companhia. Gostava de almoçar com você todo dia, mesmo que no nosso silêncio, onde a gente se entendia. Gostava de poder contar minha vida, mesmo que a sua parecesse sempre tão igual.

Gostava de pitar minhas unhas de duas cores diferentes, alisar os cabelos e desfilar em roupas bonitas. Gostava conectar-me ao mundo, de cantar músicas com batidas pop, de sair todo o final de semana para dançar até a madrugada, sabendo que isso só era possível porque você sempre acordava para me buscar.

Não gostava de matemática, de feijão e de prepotência. Não gostava de lágrimas, e ainda não gosto. Gostava de viver, e ainda gosto. Gostava de você, e ainda gosto. Gostava de sentir e ainda sinto, mesmo que não com a mesma alegria anterior. Gostava de te dizer o quanto de amava, hoje já vejo que você sabe.

Gosto de estar com você, mesmo naquele silêncio em que a gente se entende, porque o dia passa e a noite cai, mas a gente continua no mesmo lugar. Meio parados, na esquina, fingindo que não é com a gente. Meio com as mãos dadas, as suas sempre quentes, nas minhas sempre frias. Meio com o coração apertado, com aquele medo do amanhã que insiste em chegar.
Então sabe, vamos aproveitar.


ends at quinta-feira, outubro 08, 2009

sábado, 16 de maio de 2009Y

Saiba disso.

Você escolheu a cama
Eu fiquei com o verso.
Você diz que a ama
Eu digo o inverso.


Você escolheu um quarto escuro,
Eu ganhei o mundo inteiro
Você não pensa no futuro
Que é no que penso primeiro.


Você escolheu o cara a cara
E eu, a caneta no papel
Porque o dois sempre se separa
Já que um nunca é fiel.


Você a escolheu
Desculpe se escolhi a mim
Digo que você perdeu
E digo que eu nem cheguei ao fim.


Você escolheu o que quis
E eu continuo escolhendo aquilo que posso.
Suas decisões são absurdamente infantis
O seu erro foi decidir o que era nosso.

ends at sábado, maio 16, 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009Y

Ocultando a Verdade

Eu sempre quis que me quisesse bem.
Porque completa, só seria ao seu lado.
Porque sempre te quis como ninguém.
Porque sempre te quis, ó, que pecado.

Amor, só real se correspondido.
Se os corações batessem iguais.
Se vidas dividissem o sentido.
Se partilhassem os mesmos finais.

Sob outro sol, eu trilho outro caminho
Partilho comigo mesma o destino
Meu coração, hoje bate sozinho

Nessa certeza do rumo divino
Posso esperar o dia clarear
Posso esquecer o que é amar.


ends at terça-feira, maio 12, 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009Y

O escuro predominava ao lado de fora da janela, algumas luzes piscavam, outras ficavam constantemente ligadas. A metrópole parecia inquieta e imensa. Palavras preenchiam o papel branco, com uma caligrafia torta e irregular. Uma melodia ressoava ao fundo: “watch me fly away, would you live your life, like a butterfly”, e a garota mexia os lábios, lentamente acompanhando a melodia, baixinho. Parou por um momento para olhar para a imensidão, e voltou-se ao papel. Suspirou.

Talvez tudo que eu saiba, seja formar das palavras, melodia. Não a que possa ser cantada, mas a que possa ser sentida. Talvez em outro dia, tentando achar o sentido da vida. Achei que o mundo se limitava a porta de minha casa, mas fui lá abrir a asa, meio que sem querer, meio que para me esconder.

ends at segunda-feira, maio 04, 2009